A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou hoje que os mais de 50 acordos assinados por seu governo com diversas empresas petrolíferas permitirão que o país sul-americano se torne uma potência em gás e petroquímica em um futuro próximo.
"Este tem sido meu sonho desde que o presidente [Nicolás] Maduro me nomeou Ministra dos Hidrocarbonetos. Eu disse: 'Vamos ser um país exportador de gás'. E começamos a exportar as primeiras moléculas de gás. Mas também vamos ser uma potência em gás e uma potência petroquímica", declarou a ministra em um evento com trabalhadores da indústria petrolífera.
Rodríguez reconheceu os esforços da força de trabalho venezuelana em gerar "soluções engenhosas" para reativar a produção por meio de "seus próprios esforços" quando tais acordos não existiam, o que permitiu que a produção de petróleo bruto atingisse 1,2 milhão de barris por dia até dezembro de 2025.
Em relação ao cronograma para o início da concretização dos resultados dos acordos, ela afirmou que plataformas de perfuração, tubos flexíveis, produtos químicos e bombas começarão a chegar ao oeste da Venezuela ainda este ano.
- Na sexta-feira (28), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou em suas redes sociais que seu governo chegou a um acordo petrolífero com as autoridades da Venezuela, que classificou como "o maior da história mundial". Segundo Trump, o acordo garante aos EUA "o controle majoritário" de mais de 65 bilhões de barris das reservas comprovadas de petróleo venezuelano - estimadas em cerca de 300 bilhões de barris -, além de permitir repor a reserva estratégica dos EUA. "É um presente da Venezuela ao povo dos EUA", afirmou na ocasião.
- Em seguida, a presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou em comunicado a assinatura do acordo e o apresentou como resultado "do fortalecimento da relação entre Venezuela e Estados Unidos", que "facilitará um importante fluxo de investimentos destinado à recuperação e reconstrução de infraestrutura estratégica para o desenvolvimento" da indústria de hidrocarbonetos.
- Além disso, em mensagem à nação, Rodríguez detalhou, entre outros pontos, que o acordo terá duração de 25 anos e renderá ao Estado venezuelano ganhos estimados em US$ 209,335 bilhões, considerando um preço de US$ 65 por barril. A presidente encarregada também afirmou que a Venezuela manterá a propriedade e a soberania sobre seus recursos naturais.
- Na quarta-feira (3), a presidente recebeu o secretário de Energia dos EUA, Christopher Wright, com quem liderou a assinatura de novos contratos com a Chevron, a ENI e a General Electric.