Um batalhão em Ocaña, Norte de Santander, Colômbia, foi atacado em 4 de setembro por um enxame de drones carregando dispositivos explosivos. A ofensiva também incluiu disparos de fuzil e o lançamento de artefatos explosivos improvisados conhecidos como "tatucos".
O Exército informou que um capitão e um soldado foram mortos no ataque, enquanto outros cinco militares ficaram feridos. Um helicóptero da Força Aeroespacial Colombiana também foi atingido por projéteis. O ataque causou sérios danos à infraestrutura da base militar.
Um esquema de segurança permanece no local após o incidente, visto que a base abriga residências permanentes para militares e suas famílias, incluindo crianças, idosos e gestantes. A possibilidade de novos ataques não foi descartada.
O ataque foi atribuído ao Exército de Libertação Nacional (ELN) e acredita-se que esteja relacionado à captura de Dairo Ferizzola Rojas, vulgo Firu ou Firulais.
Um "ato covarde"
O Comando da 30ª Brigada, uma unidade orgânica da Segunda Divisão do Exército Nacional, classificou o evento como "um ato covarde" que "constitui uma grave violação das normas do direito internacional humanitário e viola os direitos humanos".
"Vamos erradicar esse câncer"
O presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, comentou o incidente e emitiu um alerta ao ELN. "O ELN acaba de assassinar dois de nossos soldados em Ocaña!", escreveu o presidente na página X.
"Ao ELN, digo com absoluta clareza: para cada policial ou soldado que vocês assassinarem, eu aplicarei todo o peso e toda a força legítima do Estado. Vocês se arrependerão de cada colombiano que matarem", afirmou.
Nesse sentido, o líder colombiano prometeu "atacar suas estruturas, seus líderes, suas finanças e as economias ilícitas que alimentam sua máquina criminosa". "Vamos erradicar esse câncer do narcoterrorismo que, por décadas, tem drenado a região de Catatumbo e a Colômbia", afirmou.