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Enviado de Trump agradece a Putin por cessar-fogo de três dias para garantir sua chegada em segurança

Por sua vez, Vladimir Putin afirmou que a Rússia fará tudo o que estiver ao seu alcance para garantir a segurança do processo de negociação e dos mediadores americanos.
Enviado de Trump agradece a Putin por cessar-fogo de três dias para garantir sua chegada em segurançaGavriil Grigorov / Sputnik

O enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, agradeceu neste sábado (5) ao presidente russo, Vladimir Putin, pelo cessar-fogo de três dias ordenado pelo mandatário para garantir a segurança dele e de Jared Kushner, tanto durante sua chegada a Moscou quanto em sua próxima visita a Kiev.

Durante o encontro realizado no Kremlin, Putin afirmou que, para o lado russo, é "confortável" trabalhar com eles e que Moscou confia em ambos. "A qualidade da mediação é muito importante, assim como a confiança nas pessoas responsáveis por ela. Quero dizer a vocês que é confortável para nós trabalhar com vocês. Sem dúvida, de nossa parte, a confiança no decorrer desse trabalho é alta", declarou.

Nesse contexto, o mandatário destacou que, desde a meia-noite deste sábado, não foram lançados ataques contra a capital ucraniana. Putin acrescentou que o pedido para interromper os ataques partiu da Ucrânia por canais oficiais, tanto por meio dos serviços de inteligência quanto do Ministério das Relações Exteriores.

Ao mesmo tempo, esclareceu que o lado ucraniano reduziu consideravelmente, em uma ordem de magnitude, os ataques contra o território russo, incluindo Moscou. O mandatário ressaltou que a Rússia fará todo o possível para garantir a segurança do processo de negociação, dos mediadores e das pessoas que os acompanham.

Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que enviaria Witkoff e Kushner para apresentar "uma proposta" com o objetivo de pôr fim à crise ucraniana. "Porque eu encerrei oito guerras. Espero que estejam orgulhosos de mim", acrescentou.

Durante o conflito na Ucrânia, cessar-fogos temporários foram declarados em várias ocasiões, mas, segundo Moscou, foram sistematicamente violados pelas tropas do regime de Kiev. Entre 8 e 10 de maio deste ano, por exemplo, Moscou e Kiev acordaram uma trégua temporária por ocasião do Dia da Vitória, segundo afirmou Trump na época, a pedido de Washington. O Ministério da Defesa da Rússia informou que o Exército ucraniano violou a trégua 23.802 vezes.

"Uma paz duradoura e absoluta"

Anteriormente, Vladímir Putin destacou, em uma coletiva de imprensa após a cúpula da Organização para Cooperação de Xangai, que o objetivo de Moscou não é "congelar" o conflito com Kiev, mas alcançar uma "paz duradoura e absoluta" na Ucrânia e na Europa.

O presidente russo reiterou sua disposição para o diálogo e revelou que há contatos em andamento com os Estados Unidos, inclusive em nível de inteligência, além de afirmar que Moscou está totalmente aberta a negociar com os enviados de Donald Trump. Por fim, Putin abordou os motivos pelos quais a Rússia não direciona seus ataques de resposta contra a cúpula militar e política da Ucrânia.

Na última conversa telefônica entre Putin e Trump, realizada em julho, o presidente dos EUA "voltou a confirmar sua disposição de contribuir para o fim das hostilidades o mais rápido possível e para a busca de soluções pacíficas para superar a crise", afirmou Ushakov na ocasião.

"Seus enviados especiais, Steve Witkoff e Jared Kushner, continuarão os esforços de mediação e estarão dispostos a viajar a Moscou em um momento conveniente", detalhou.

Mais informações em breve.