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Kremlin: Putin destacou avanços do Exército russo em reunião com enviados de Trump

O assessor do presidente russo, Yuri Ushakov, comentou a visita dos enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner a Moscou, que teve como objetivo discutir uma possível solução para o conflito na Ucrânia.
Kremlin: Putin destacou avanços do Exército russo em reunião com enviados de TrumpSergey Bobylev / Sputnik

Durante a conversa com os enviados de Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, o presidente russo fez uma avaliação abrangente da situação no âmbito da operação militar especial e destacou os avanços reais do Exército russo na zona de combate, informou o assessor presidencial russo neste sábado (5), Yuri Ushakov, após o encontro.

"Em essência, durante as conversas, o lado russo apresentou avaliações claras e abrangentes sobre a situação no âmbito da operação militar especial. Em particular, foram destacados os avanços concretos do Exército russo na zona de combate", declarou o funcionário.

Ele acrescentou que "foi manifestada confiança na consecução dos objetivos estabelecidos e, naturalmente, ressaltada a necessidade de eliminar todas as causas profundas do conflito".

Segundo Ushakov, a conversa durou mais de três horas e foi "significativa, construtiva, extremamente franca e confidencial".

"Uma paz duradoura e absoluta"

Anteriormente, Vladímir Putin destacou, em uma coletiva de imprensa após a cúpula da Organização para Cooperação de Xangai, que o objetivo de Moscou não é "congelar" o conflito com Kiev, mas alcançar uma "paz duradoura e absoluta" na Ucrânia e na Europa.

O presidente russo reiterou sua disposição para o diálogo e revelou que há contatos em andamento com os Estados Unidos, inclusive em nível de inteligência, além de afirmar que Moscou está totalmente aberta a negociar com os enviados de Donald Trump. Por fim, Putin abordou os motivos pelos quais a Rússia não direciona seus ataques de resposta contra a cúpula militar e política da Ucrânia.

Na última conversa telefônica entre Putin e Trump, realizada em julho, o presidente dos EUA "voltou a confirmar sua disposição de contribuir para o fim das hostilidades o mais rápido possível e para a busca de soluções pacíficas para superar a crise", afirmou Ushakov na ocasião.

"Seus enviados especiais, Steve Witkoff e Jared Kushner, continuarão os esforços de mediação e estarão dispostos a viajar a Moscou em um momento conveniente", detalhou.