Nesta segunda-feira (7), começam as audiências públicas na Corte Internacional de Justiça (CIJ) sobre o pedido da Alemanha de arquivar o processo movido pela Nicarágua que acusa o país europeu de "facilitar o genocídio" em Gaza ao fornecer armas e apoio a Israel.
As audiências, que se estendem até quinta-feira (10), ocorrerão em Haia, na Holanda, e podem resultar no fim definitivo do caso ou em uma análise mais aprofundada.
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A Alemanha apresentará sua posição inicial, seguida pela resposta da Nicarágua. Ambos os países terão uma oportunidade de se manifestar na quarta e quinta-feira.
Acusação de apoio ao genocídio
A Nicarágua apresentou a ação contra a Alemanha em 1º de março de 2024 após o início da ofensiva israelense na Faixa de Gaza em 2023, pedindo para que sejam tomadas medidas para forçar o país europeu a suspender toda a ajuda a Israel. O país caribenho argumentou que "a Alemanha está facilitando a prática de genocídio e, em qualquer caso, falhou em sua obrigação de fazer o possível para impedir a prática de genocídio".
Na ocasião, o tribunal rejeitou o pedido, argumentando que "as circunstâncias, como se apresentam agora," não justificavam as medidas por meio da ONU. No entanto, o caso seguiu em tramitação, e Berlim agora busca sua rejeição definitiva.
Segundo maior fornecedor de armas para Israel
A parceria germano-israelense remonta a décadas na área da defesa, evidenciando como a Alemanha se tornou um dos principais clientes de Israel no campo militar; especialmente após a aquisição do sistema antimísseis Arrow 3 por aproximadamente 4 bilhões de euros (cerca de US$ 4,6 bilhões), em dezembro de 2025. Segundo destaca a agência AP, durante décadas, a Alemanha tem sido o segundo maior fornecedor de armas para Israel, depois dos Estados Unidos.
Em 2025, o país deixou de autorizar exportações de equipamento militar a Israel, mas depois revogou as restrições.