
Enquanto EUA bombardeiam países por petróleo, China impulsiona revolução energética na África

Enquanto os EUA atacam países para tomar petróleo, a China investe na África em tecnologia solar de baixo custo, baterias e infraestrutura verde para reduzir o preço da eletricidade e amenizar os efeitos da alta dos combustíveis fósseis, informou o SCMP na segunda-feira (7), citando especialistas.
"A revolução solar na África já começou", disse Sonia Dunlop, diretora-executiva do Conselho Global de Energia Solar (GSC), sobre os efeitos dos investimentos chineses.
"O crescimento está se espalhando para novos mercados em todo o continente, e os sistemas de geração distribuída e em telhados estão levando energia diretamente para residências e empresas", acrescentou.

Segundo o GSC, a capacidade solar instalada na África cresceu 54% em 2025, para 4,5 GW, impulsionada por incentivos chineses. O continente deve bater novamente o recorde de instalação de energia solar neste ano.
O avanço ocorre em meio à guerra dos EUA contra o Irã, que provocando disrupção no mercado de petróleo e gás.
Para os africanos, o principal fator é o custo. O conflito na Ucrânia e as guerras dos EUA e Israel no Oriente Médio provocaram duas grandes crises de desabastecimento em quatro anos, mostrando o alto preço da dependência de combustíveis fósseis.
A China, por sua vez, busca "caminhar em direção à luz" com alternativas à crise energética global.
O país participa do parque solar de Benban, de 1,8 GW, em Aswan, no Egito, e dos parques eólicos Adama I e II, de 204 MW, na Etiópia, financiados pelo Banco de Exportação e Importação da China.
Com a Grande Barragem do Renascimento Etíope, de 5.150 MW, a Etiópia avança na transição para uma matriz energética mais limpa e na adoção de veículos elétricos.
