
Trump dobra aposta e 'retalia a retaliação' do Canadá com novos decretos

O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou cinco decretos na terça-feira (8) para restringir produtos canadenses e alterar tarifas, em resposta a novas medidas de retaliação de Ottawa, classificadas pela Casa Branca como “discriminação” contra o comércio americano.

Na terça, o Canadá impôs novas tarifas sobre exportações dos EUA avaliadas em cerca de US$ 20 bilhões, incluindo aço, laticínios e equipamentos agrícolas.
Novas proibições
Entre as novas medidas, Trump restringiu a importação de uma gama de produtos canadenses sujeitos a tarifas de 50% — como bebidas alcoólicas e laticínios —, argumentando que o Canadá mantém medidas que afetam o comércio dos EUA nos setores de laticínios e veículos, uma situação que o presidente considera uma "exploração comercial".
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Trump também modificou as medidas adotadas em 20 de julho, removendo produtos como sal-gema e cimento do escopo das tarifas e incluindo outros, que variam de veículos fora de estrada a mais produtos lácteos.
Impacto no comércio bilateral
As novas proibições de importação entrarão em vigor em 29 de setembro, enquanto as alterações na lista de produtos sujeitos a tarifas começarão a valer no dia 15 deste mês.
O governo americano afirmou que as medidas visam proteger agricultores, fabricantes e trabalhadores dos EUA, bem como "restaurar a reciprocidade comercial".
A Casa Branca informou que Trump ordenou a exclusão de produtos de origem canadense dos programas de compras da Administração de Serviços Gerais (GSA), cujo volume anual supera US$ 50 bilhões.
Apenas a China e o Canadá optaram por retaliar as tarifas de Trump em vez de negociar acordos com os Estados Unidos, de acordo com o governo.

