O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, reiterou sua oposição à abertura de um processo para proibir o partido de oposição Alternativa para a Alemanha (AfD) e expressou ceticismo quanto à probabilidade de sucesso de tal medida.
"Estou cético quanto à possibilidade de um processo de proibição ser bem-sucedido", declarou Merz durante uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, em Berlim, na quarta-feira (9).
"Podemos continuar a analisá-lo, é claro, mas, do meu ponto de vista, é um obstáculo muito grande", reconheceu.
O líder da União Democrata Cristã () questionou se uma proibição resolveria os problemas que levaram ao apoio eleitoral da AfD: "Não acredito que proibir este partido resolva o problema que seus eleitores veem na Alemanha"
Em vez de um processo de proibição, Merz defendeu um "confronto político" com a AfD e a necessidade de reconquistar os eleitores para o centro político, em particular para a CDU.
Para isso, considerou necessário apresentar uma "proposta convincente" que leve a sério os "medos e reservas" da população em relação à política atual.
A vitória recente representa uma mudança no histórico eleitoral da região. Em 2016, a AfD havia obtido 24,3% e ficado em segundo lugar; em 2021, caiu para 20,8%, novamente atrás da União Democrata-Cristã (CDU), que à altura venceu com 37,1%.
Agora, o AfD saltou para 43,8%, enquanto a CDU despencou para 17,2%.