A Polícia Federal (PF) afirma que Daniel Vorcaro tinha informações antecipadas sobre a operação que resultou em sua prisão, em novembro de 2025, quando a investigação ainda corria sob sigilo, conforme publicado pelo Metrópoles.
Segundo o inquérito, o então dono do Banco Master registrou no celular nomes de delegados, agentes e procuradores envolvidos no caso e também sabia qual juiz e vara federal poderiam autorizar as medidas contra ele.
Investigação sob sigilo
A PF aponta como especialmente relevante uma conversa de 16 de novembro de 2025, quando Vorcaro perguntou sobre a proximidade de uma pessoa com o juiz federal Ricardo Soares Leite, que posteriormente determinou sua prisão.
"No conteúdo, o investigado pergunta a alguém, não identificado, se tal pessoa teria relação de proximidade com o juiz federal Ricardo Soares Leite, o mesmo que determinou a prisão de Vorcaro.
Como se tratava de inquérito sigiloso, a essa altura (dia 16/11/2025), não haveria nenhuma razão ou meio lícito conhecido para que o alvo da investigação soubesse o nome e jurisdição de atuação do juiz federal responsável pelo caso", diz o texto.
Vorcaro acabou preso no aeroporto de Guarulhos enquanto tentava embarcar em seu jato particular para o exterior.