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'Dark Horse': Eduardo Bolsonaro orientou gestão orçamentária do filme nos EUA, aponta PF

Um fundo imobiliário de US$21 milhões teria sido criado por um advogado próximo de Eduardo para receber aportes do operador financeiro de Vorcaro, mas nenhum empreendimento foi encontrado no endereço de registro deste fundo.
'Dark Horse': Eduardo Bolsonaro orientou gestão orçamentária do filme nos EUA, aponta PFGettyimages.ru / Andressa Anholete / Stringer

O ex-deputadoEduardo Bolsonaro seria o responsável por gerir nos EUA os recursos do filme 'Dark Horse', o longa que conta a trajetória de Jair Bolsonaro, segundo apurou a Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (11), informou o Globo.

As investigações apontam que um fundo gerido Paulo Calixto, que é um dos advogados de Eduardo, chamado Havengate, foi criado e permaneceu inativo por quatro anos até receber em 13 de fevereiro de 2025 um aporte de 2 milhões de dólares na Entre Investimentos, pertencente ao empresário Antônio Carlos Freixo Junior, também conhecido como Mineiro, que é apontado como o operador financeiro do ex-banqueiro do extinto Banco Master, Daniel Vorcaro.

Ao todo, este fundo recebeu US$24 milhões (~122 milhões de reais) ao longo de vários repasses, que cessaram quando o banqueiro foi preso em 17 de novembro de 2025.

O Havengate teria sido criado originalmente para levantar recursos para um empreendimento imobiliário de US$21 milhões em 2020, mas, segundo uma reportagem do site Intercept citado pelo próprio relatório da PF, nada foi encontrado no endereço de registro do fundo.

As informações foram levantadas no âmbito das investigações do caso do Banco Master e tiveram o sigilo levantado na noite de quinta-feira (10) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.