Durante comício no sábado (12) em Curitiba junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a primeira-dama Janja da Silva teve seu discurso interrompido supostamente por opositores que a provocaram. Apoiadores reagiram em sua defesa mostrando o dedo do meio. A notícia foi dada pelo portal Poder360.
"Que foi? Para! Coisa chata. Liga não, gente. Liga não. Vamos seguir aqui, vamos seguir aqui. Não liga não. Deixa lá eles com a raiva, com o ódio deles, porque aqui é só amor. Aqui não tem ódio. Deixa esse povo lá com o ódio, com mentira, com a fake news, com a misoginia, com o ódio contra as mulheres. Deixa eles lá, porque nós vamos vencer eles é no voto. É no voto que eles vão ver o que que é bom", disse a primeira-dama em reação aos provocadores.
A assessoria de Lula afirmou à reportagem do Poder360 que a provocação partiu de "um pequeno grupo de opositores que estava em um dos prédios. E o público do ato respondeu com muitos aplausos a Janja".
Aproveitando a ocasião de estar discursando no Paraná, a primeira-dama lembrou da prisão do seu marido, que durou 580 dias na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba de 7 de abril de 2018 a 8 de novembro de 2019, e, sem citar o nome do ex-juiz e agora candidato ao governo do Paraná pelo PL, Sergio Moro, criticou-o por ter determinado a prisão de Lula na época.
"Não vou citar aqui o nome do algoz dele [Lula], é tudo que ele [Moro] quer", disse Janja da Silva.
Também sem citar o nome do ex-juiz, Lula endossou a crítica da primeira-dama: "Não quero falar mal dos outros candidatos, mas aqui tem um que não vale o que come".
- Moro condenou Lula em 2018 no âmbito da Operação Lava Jato pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso envolvendo o infame tríplex do Guarujá. Em fevereiro de 2019, Lula foi condenado pela segunda vez pelo caso do sítio em Atibaia. Em uma instância superior, o TRF-4 aumentou a pena para 17 anos.
- Em 8 de novembro de 2019, Lula foi solto depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o cumprimento de pena somente após o "trânsito em julgado", quando não cabe mais recursos por parte da defesa do réu. O STF posteriormente anulou as condenações de Lula.