A Ucrânia atacou na sexta-feira (11) a usina nuclear de Zaporozhie, matando duas pessoas e ferindo várias outras, denunciou o diretor-geral da estatal russa Rosatom, Alexey Likhachev.
Foi lançada uma série de ataques combinados contra caminhões-tanque que transportavam diesel para atender às necessidades da usina, apontou ele. "Os ataques ocorreram nas imediações do perímetro da usina. Dois militares morreram e um grande número de militares russos ficou ferido, alguns deles com gravidade. Todos estavam empenhados em garantir essa missão puramente civil", detalhou.
"Esta situação só pode ser interpretada de uma maneira: o regime de Kiev enveredou abertamente pelo caminho de provocar um incidente nuclear na maior usina atômica da Europa, com consequências imprevisíveis, e não apenas para as regiões próximas", declarou Likhachev.
"Um crime monstruoso por seu cinismo"
Segundo o chefe da Rosatom, trata-se de "mais um crime monstruoso por seu cinismo e irresponsabilidade".
"E isso se soma à conduta constante das Forças Armadas da Ucrânia ao longo dos últimos meses de destruir a cidade dos trabalhadores do setor nuclear, Energodar", apontou o funcionário.
"Os organizadores desses ataques em Kiev cometeram esse crime sabendo perfeitamente que se tratava justamente do fornecimento de combustível e que esse combustível é vital para a usina, sobretudo levando em conta que, em agosto e setembro, ela permaneceu quase três semanas sem fornecimento elétrico externo e funcionou exclusivamente a diesel devido às provocações de Kiev", enfatizou Likhachev.
Nesse sentido, Likhachev argumentou que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) "deve condenar com firmeza esse ato criminoso, apontando os culpados". "Os patrocinadores ocidentais de Kiev devem encontrar coragem para se distanciar, ao menos, dos crimes mais terríveis do regime de [Vladimir] Zelensky", acrescentou.