'É inacreditável': Líder da oposição alemã promete mudança radical na relação com a Ucrânia

Alice Weidel defende retorno de estrangeiros sem direito de permanência e suspensão de pagamentos e assistência a Kiev.

A líder da Alternativa para a Alemanha (AfD), Alice Weidel, prometeu endurecer a política migratória alemã e defendeu o retorno de estrangeiros sem direito de permanência aos países de origem. Em entrevista na sexta-feira, ela afirmou que a medida deveria alcançar mais de 1 milhão de ucranianos que recebem benefícios sociais.

"É realmente inacreditável, porque tudo isso não é mais sustentável", declarou.

Weidel também defendeu o retorno de jovens ucranianos em idade militar, cujo número estimou em seis dígitos.

Weidel afirmou ainda que suspenderia os pagamentos à Ucrânia e toda a ajuda relacionada ao conflito, além de exigir de Kiev o reembolso de valores substanciais. No último domingo (6), a AfD venceu as eleições regionais na Saxônia-Anhalt, com aproximadamente 44% dos votos.

Em discurso ao Parlamento alemão, Weidel criticou a política de Berlim em relação à Rússia e pediu negociações de paz.

"Enquanto os EUA fazem uma nova tentativa de pôr fim a esta guerra assassina na Ucrânia, vocês intensificam a propaganda militar, o confronto com a Rússia e queimam as últimas pontes para desviar a atenção dos resultados catastróficos das suas próprias políticas. Defendam, de uma vez por todas, negociações de paz, como os EUA estão fazendo", declarou.