Paralisação de oleoduto que contorna Ormuz pode afetar 4% de todo o petróleo mundial; entenda o impacto

O vital oleoduto Leste-Oeste, que permite o transporte de petróleo bruto até o Mar Vermelho, foi recentemente alvo de múltiplos ataques.

Clientes e fornecedores de petróleo saudita alertam que até 4% do suprimento mundial de petróleo pode desaparecer do mercado se a Arábia Saudita não recuperar seu oleoduto Leste-Oeste em questão de dias, segundo informações da Reuters neste domingo (13).

O oleoduto era uma artéria vital para as exportações sauditas, recebendo uma parcela significativa do petróleo bruto que não pode mais ser transportado pelo Estreito de Ormuz.

Fontes consultadas pela agência de notícias divergem a respeito do tempo necessário para reativar o oleoduto. Alguns avaliam que os reparos podem levar de cinco a seis semanas, enquanto outro especialista sugeriu que poderiam ser concluídos mais rapidamente e que o bombeamento poderia ser parcialmente retomado enquanto o restante dos trabalhos continua.

Cerca de quatro milhões de barris por dia estavam sendo transportados através do oleoduto Leste-Oeste do Golfo Pérsico para o porto de Yanbu, na costa do Mar Vermelho, após o bloqueio do estreito de Ormuz. Essa quantidade representa 4% da oferta global. O porto possui, no momento, reservas armazenadas suficientes para sustentar as exportações por cerca de cinco a sete dias.

Além disso, existe a possibilidade de entregar petróleo bruto a clientes através de dois portos egípcios, mas que possuem capacidade de armazenamento.

Drones vindos do Iraque

O vital oleoduto Leste-Oeste, que transporta petróleo bruto para o Mar Vermelho, foi recentemente alvo de múltiplos ataques em meio à escalada do conflito entre a Arábia Saudita e os houthis. Embora os primeiros relatos apontavam que o grupo rebelde iemenita foi responsável pelos ataques, o Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita posteriormente afirmou que os drones usados ​​no ataque foram lançados do Iraque.

Segundo o ministério, após um pedido do primeiro-ministro iraquiano, a Arábia Saudita decidiu não responder e dar ao governo iraquiano a oportunidade de tomar medidas para impedir que novos ataques sejam lançados de seu território.

O governo iraquiano condenou os ataques e anunciou uma investigação urgente para determinar os responsáveis, declarando que não permitirá que seu território ou espaço aéreo sejam usados ​​para realizar ataques contra a Arábia Saudita.

Enquanto isso, a polícia iraquiana descobriu um arsenal secreto de drones e munições na província ocidental de Anbar, segundo relatos da mídia local. As autoridades invadiram o local e apreenderam o equipamento, enquanto uma investigação foi iniciada para apurar a sua origem e possíveis ligações a grupos armados.

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