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Na cúpula do BRICS, Rússia e China apoiam maior destaque ao Brasil no Conselho de Segurança

Declaração conjunta também criticou a falta de representatividade da instituição, lembrando que poucos representantes do Sul Global chegaram ao cargo de secretário-geral.
Na cúpula do BRICS, Rússia e China apoiam maior destaque ao Brasil no Conselho de SegurançaGettyimages.ru / Imagem gerada por IA / Michael M. Santiago

China e Rússia, membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, reiteraram seu apoio às aspirações do Brasil e da Índia por maior representatividade no órgão. A manifestação consta da declaração conjunta adotada pelos líderes durante a 18ª Cúpula do BRICS, realizada em Nova Délhi, nos dias 12 e 13 de setembro de 2026.

O documento também aponta para a falta de representatividade nas Nações Unidas, lembrando que nunca uma mulher exerceu o cargo de secretário-geral e que poucos representantes do Sul Global chegaram a ocupar essa função.

O BRICS também reiterou "a necessidade urgente de reformar as Instituições de Bretton Woods para torná-las mais ágeis, eficazes, credíveis, inclusivas, adequadas ao propósito, imparciais, responsáveis e representativas", bem como defende uma restruturação na política de cotas do FMI que reflita de forma mais justa as posições dos países na economia global.

Apoio consistente de Moscou 

A Rússia defendeu, em múltiplas ocasiões,a inclusão do Brasil como membro permanente do CSNU. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, apontou em abril de 2025 a necessidade de ampliar a representação de países do Sul e do Leste Global.

"Consideramos o Brasil, que realiza uma política externa independente
e é capaz de fazer uma contribuição significativa para a solução de problemas internacionais", afirmou Lavrov à época.

Já em fevereiro deste ano, a diplomacia russa reiterou seu apoio a Brasília como "forte e natural candidato a membro permanente", em declaração conjunta emitida por ocasião da 8ª Reunião da Comissão Brasil-Rússia de Alto Nível de Cooperação.