Pequim faz alerta contundente após parlamentares do Panamá apoiarem Taiwan

As declarações do Ministério das Relações Exteriores da China surgiram após a Assembleia Nacional do Panamá inaugurar o chamado "grupo de intercâmbio multipartidário" com Taiwan em 8 de setembro.

A China alertou o Panamá sobre "graves consequências" após a maioria dos legisladores do país ter criado um grupo parlamentar de intercâmbio com Taiwan.

"Só existe uma China no mundo, e Taiwan é parte inalienável de seu território. A China se opõe firmemente a qualquer interação ou relação oficial entre as autoridades taiwanesas e países com relações diplomáticas com a China, e não permite interferência de nenhuma força externa em seus assuntos internos", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, na segunda-feira (14).

O porta-voz dirigiu-se aos Estados Unidos, instando-os a respeitar o princípio de Uma Só China e os três comunicados conjuntos que sustentam o seu reconhecimento de Pequim. Ele também pediu aos EUA que "parem de enviar mensagens errôneas às forças separatistas que defendem a 'independência de Taiwan' e cessem a sabotagem e a perturbação das relações China-Panamá".

"Grupo de intercâmbio multipartidário" entre Panamá e Taiwan

As declarações surgiram após a Assembleia Nacional do Panamá inaugurar, em 8 de setembro, o chamado "grupo de intercâmbio multipartidário" com a ilha chinesa, composto por 43 deputados de diferentes grupos políticos, segundo o South China Morning Post.

Os deputados apresentaram a proposta como um projeto comercial, fazendo referência ao acordo de livre comércio em vigor desde janeiro de 2004 e aos mais de US$ 158 milhões em exportações panamenhas de frutos do mar e outros produtos marinhos para Taiwan durante o último ano fiscal.

A China, assim como a imensa maioria dos países do mundo — inclusive Brasil e Rússia — considera Taiwan, autogovernada desde 1949, como parte inalienável de seu território.