A presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, afirmou nesta quarta-feira (16), durante seu discurso anual sobre o Estado da União no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, que a Ucrânia terá pela frente "seu inverno mais difícil".
Von der Leyen apresentou ainda uma série de medidas para ampliar o fornecimento de armas ao regime de Kiev.
"Fortaleceremos a defesa aérea da Ucrânia. Na semana passada, pela primeira vez, concordamos com a compra de mísseis de defesa americanos Patriot. Eles precisam agora ser entregues com urgência", declarou a oficial.
Ao defender a redução da dependência da Europa em relação aos Estados Unidos como fornecedor de armamentos, ela também anunciou planos para aumentar a produção de armas no bloco.
"É por isso que queremos desenvolver um sistema de defesa antimísseis acessível e modular em conjunto com a Ucrânia. [...] Freyja é apenas o começo. É preciso mais", afirmou.
O projeto Freyja prevê o desenvolvimento de um sistema europeu de defesa aérea que funcione como alternativa aos sistemas Patriot fabricados nos EUA.
Hipocrisia europeia
Na terça-feira (15), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, denunciou líderes europeus, e apontou que se não fosse pela sabotagem promovida por eles, o conflito já "teria acabado há um ano".
"Se os EUA não tivessem abandonado os acordos de Anchorage, se a Europa não os tivesse afastado deles, já viveríamos um ano sem guerra. É um fato evidente", afirmou Lavrov durante uma reunião com embaixadores sobre a solução do conflito ucraniano.