O Ministério da Defesa da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) emitiu um alerta aos Estados Unidos e à Coreia do Sul na quarta-feira sobre a possibilidade de acionar os mecanismos previstos em sua lei sobre forças nucleares estatais em resposta às suas políticas militares, segundo a agência de notícias estatal KCNA.
De acordo com o porta-voz do ministério, ataques e ameaças de uso de armas de destruição em massa por adversários da RPDC podem ser considerados um grave desafio à segurança.
O porta-voz alertou que tal situação poderia exigir a ativação das cláusulas pertinentes da legislação sobre forças nucleares estatais e recomendou que o alerta seja interpretado como uma declaração séria.
Ações de Washington e Seul
A agência detalha que a declaração foi divulgada após representantes militares de Washington e Seul realizarem uma reunião do Comitê de Resposta a Armas de Destruição em Massa na última quinta-feira (10), quando concordaram em estabelecer um sistema de compartilhamento de informações para responder a um "potencial ataque com armas de destruição em massa da Coreia do Norte", fortalecer suas capacidades de resposta conjunta e ativar totalmente tais exercícios.
O porta-voz afirmou ainda que o fato de os EUA e a Coreia do Sul estarem discutindo abertamente o fortalecimento de uma postura conjunta contra RPDC equivale a uma declaração de confronto e a uma manobra que aumenta o risco do uso de armas nucleares, químicas e biológicas na região.
Na mesma linha, ele afirmou que os recentes exercícios conjuntos e os planos de expansão de manobras relacionadas a armas nucleares e bioquímicas demonstram, na visão de Pyongyang, uma fase cada vez mais imprudente na política militar de seus adversários.
O Ministério da Defesa da RPDC concluiu que as forças armadas do país manterão observação e controle constantes sobre quaisquer novas tentativas militares dos Estados Unidos e seus aliados, em conformidade com sua avaliação regular de segurança nacional.
- De acordo com a lei norte-coreana sobre forças nucleares estatais, aprovada em 2022, as armas nucleares são consideradas como último recurso, embora seu uso também seja contemplado caso um ataque com armas de destruição em massa seja considerado iminente, se a liderança do Estado ou o comando nuclear forem alvos de agressão, ou se ocorrer uma crise que ameace a existência do país e a segurança de sua população.