O presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu nesta quarta-feira (16) retirar a Venezuela da lista de países que, segundo Washington, não cumprem seus compromissos no combate às drogas.
"Diante dos passos positivos dados sob a presidência interina de Delcy Rodríguez, determinei que a Venezuela não deve mais ser designada como um país que comprovadamente deixou de cumprir seus compromissos em matéria de controle de drogas", afirma uma resolução presidencial enviada ao Congresso na terça-feira (15) e divulgada nesta quarta-feira (16) pelo Departamento de Estado.
O presidente dos EUA afirma no documento que "os resultados da crescente cooperação" com o governo de Rodríguez "contra os cartéis" já estão sendo observados, incluindo "a eliminação do líder do Tren de Aragua, Niño Guerrero". A declaração faz referência à operação conjunta realizada por Caracas e Washington em junho, na qual Héctor Rusthenford Guerrero Flores, líder da organização, foi morto.
Trump acrescentou que espera ver "progressos contínuos e mensuráveis" por parte do governo de Rodríguez "no desmantelamento de grupos narcoterroristas e na interrupção do tráfico de drogas através da Venezuela para os Estados Unidos".
Dessa forma, Trump decidiu retirar a Venezuela de uma lista na qual permanecem países como Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia. Segundo a Casa Branca, esses países "deixaram comprovadamente de cumprir", nos últimos 12 meses, suas "obrigações decorrentes de acordos internacionais de combate ao narcotráfico", assim como as medidas exigidas pela legislação dos EUA nessa área.
Outra lista
Por outro lado, segundo a mesma resolução, o presidente dos EUA mantém a Venezuela na lista dos principais países de "trânsito" ou "produção de drogas ilícitas".
Além do país sul-americano, a lista inclui Afeganistão, Bahamas, Belize, Bolívia, Mianmar, China, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Índia, Jamaica, Laos, México, Nicarágua, Paquistão, Panamá e Peru.