Integrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública monitoram as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). O tema foi discutido em uma reunião na pasta nesta quarta-feira (16), segundo o portal Metrópoles.
A movimentação ocorre após o governo americano afirmar que o Brasil falhou no enfrentamento às duas facções, classificadas pelos Estados Unidos como organizações terroristas estrangeiras.
Em documento assinado por Trump, Washington afirmou que PCC e CV "transformaram o Brasil em um centro de distribuição global de cocaína" e cobrou uma reação do governo brasileiro.
Pressão dos EUA
"Essas organizações terroristas brasileiras representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro precisa urgentemente tomar medidas enérgicas para confrontá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam", diz o documento.
Apesar das críticas, o Brasil ficou fora da lista de 23 países classificados pelo governo americano como grandes locais de trânsito ou produção de drogas ilícitas.
A determinação esclarece que a presença de um país na lista não representa necessariamente uma avaliação sobre os esforços de seu governo no combate às drogas, já que a classificação também considera fatores geográficos, comerciais e econômicos que favorecem o trânsito ou a produção de entorpecentes.
Em uma categoria separada, Trump apontou Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia como países que "falharam de forma demonstrável" em seus compromissos antidrogas. O Brasil não aparece nessa relação.
A relação inclui países como Colômbia, México, Venezuela, Bolívia, Peru e China, além de nações da América Central e da Ásia.