'É traidor e escória': ex-porta-voz de Zelensky detona antigo chefe

"Todos os dias peço perdão a Deus por ter ajudado esse escória a chegar ao poder e a se manter nele. Esse escória é Zelensky", confessou Yulia Mendel.

Yulia Mendel, secretária de imprensa do então presidente ucraniano Vladimir Zelensky entre 2019 e 2021, voltou a criticar duramente o chefe do regime de Kiev e o classificou como um "instrumento do suicídio da nação ucraniana".

"Hoje, Vladimir Zelensky representa uma ameaça à soberania da Ucrânia. Todos os dias peço perdão a Deus por ter ajudado essa escória a chegar ao poder e a nele se manter. Essa escória é Zelensky", declarou Mendel em uma entrevista publicada nesta quarta-feira.

A ex-porta-voz destacou que a Ucrânia comemora, neste ano, o 35º aniversário de sua independência após o colapso da União Soviética, e questionou se haverá outros 35. "Nossa nação está morrendo. Simplesmente não temos futuro. O 'status quo' é insustentável. Vocês percebem que pode não haver outros 35 anos? Simplesmente não temos gente", continuou.

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"Ele é um traidor"

Além disso, Mendel lembrou que Zelensky "chegou ao poder com promessas de paz, mas agora trava a maior guerra da Europa e busca constantemente razões para não acabar com ela". "Para mim, ele também é um traidor", acrescentou.

Segundo a ex-porta-voz, também que foi o chefe do regime de Kiev quem insistiu, em várias ocasiões, em continuar o conflito, apesar de existirem oportunidades para negociar. "É um fato indiscutível que Zelensky insistiu em continuar a guerra em 2022. Duas vezes. E também em 2024", detalhou.

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Ao falar sobre as consequências da crise ucraniana, a ex-funcionária admitiu que, estrategicamente, o seu país já perdeu. "Perdemos pessoas e continuamos perdendo a cada dia; e territórios também. No entanto, continuam a fazer lavagem cerebral em nós falando de uma espécie de resiliência: que somos todos 'inabaláveis', todos 'indomáveis'. É simplesmente populismo de alto nível", enfatizou.

Embora ela também tenha se mostrado crítica em relação a Vladimir Putin, ressaltou que o presidente russo "não tem culpa da corrupção ucraniana", nem das "casas que estão sendo construídas perto de Kiev", em referência a um dos esquemas criminosos que envolve o ex-chefe do Gabinete de Zelensky e seu ex-braço direito, Andrei Yermak. Afirmou ainda que "metade dos contatos no telefone de Zelensky são russos", pessoas que se encontram na Rússia ou têm vínculos com o Kremlin.