
Trump responde a crítica sobre jornalismo na China: 'Acho que nós também somos repressivos'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que os Estados Unidos estão entre os países mais repressivos contra jornalistas do mundo, após um repórter associar essa condição à China durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, na sexta-feira (18).
—Repórter: "A China é um dos países mais repressivos do mundo para os jornalistas"
— RT Brasil (@rtnoticias_br) September 19, 2026
—Trump: "Não sei não, acho que nós também somos repressivos".
O diálogo inusitado ocorreu na sexta-feira (18), durante coletiva de imprensa na Casa Branca. pic.twitter.com/v0AOIz6wOL
"A China é um dos países mais repressivos do mundo para os jornalistas", afirmou o repórter. Trump respondeu: "Não sei não, acho que nós também somos repressivos".
Na sequência, o presidente acusou a imprensa norte-americana de publicar "notícias falsas", mas afirmou que Washington não persegue jornalistas por isso.

Cerco contra a imprensa
No mesmo dia, Trump anunciou a proibição do acesso da CNN, MS NOW — antiga MSNBC — e Politico à Casa Branca. Ele acusou os veículos de divulgar "notícias falsas" e afirmou que outros meios poderão ser incluídos na medida.
O Politico, em especial, foi alvo de duras acusações. Segundo o chefe de Estado, o veículo recebeu US$ 8 milhões em uma assinatura governamental durante o governo Joe Biden. Ainda não está claro como o veto será aplicado ao trabalho diário dos jornalistas na Casa Branca.
O anúncio amplia o confronto de Trump com veículos que considera hostis. O presidente já pediu anteriormente que emissoras de televisão retirassem programas de notícias ou entretenimento críticos à sua Administração. Ele também solicitou à Comissão Federal de Comunicações (FCC) a revogação de licenças de emissoras por determinados conteúdos.
