Japão quer usar robôs humanoides com IA na defesa em meio à escassez de agentes

"Pode ser uma ferramenta eficaz para substituir ou complementar operações realizadas por um número limitado de pessoal", afirmou um alto funcionário do Ministério da Defesa.

O Japão vai estudar o uso de robôs humanoides com inteligência artificial física na defesa, informou nesta terça-feira (22) Kyodo News.

A ideia é usá-los em tarefas não combatentes, como patrulhamento de bases e apoio logístico, diante da dificuldade das Forças de Autodefesa em recrutar efetivo militar.

"Pode ser uma ferramenta eficaz para substituir ou complementar operações realizadas por um número limitado de pessoal", afirmou um alto funcionário do Ministério da Defesa.

O governo pretende iniciar pesquisas e promover uma competição entre empresas e universidades.

Eventuais usos podem incluir reconhecimento e resgate, mas o emprego em combate está descartado. Entre os motivos - o risco de IA confundir aliados com inimigos.

No orçamento do próximo ano fiscal, o Ministério da Defesa prevê integrar IA ao comando das Forças de Autodefesa e testar um satélite tático de IA para analisar dados do espaço e auxiliar na orientação de mísseis.

A urgência foi reforçada pela própria primeira-ministra Sanae Takaichi que em 2 de setembro instruiu o alto comando das Forças de Autodefesa a acelerar a introdução de IA e sistemas não tripulados.

A aposta em robôs não se limita à defesa. O governo japonês estabeleceu a meta de introduzir 10 milhões de robôs com IA até 2040 para compensar a escassez de pessoal causada pelo envelhecimento e encolhimento da população.