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'IA pode ser um risco para a humanidade', diz CEO da Anthropic no Conselho de Segurança da ONU

Já Sam Altman, da OpenAI, afirmou que decisões sobre a tecnologia não podem ser tomadas apenas por empresas em São Francisco. Encontro foi convocado pela França.
CEO da Anthropic, Dario Amodei, em reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre inteligência artificial.Gettyimages.ru / Alexi J. Rosenfeld

Os chefes da OpenAI, da Anthropic e da Hugging Face participaram nesta quarta-feira (23) de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre inteligência artificial. O encontro foi convocado pela França, que preside o conselho. A informação foi publicada pela Bloomberg.

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, disse que, "se mal gerenciada, a IA poderia representar um risco para a humanidade como um todo". Já o CEO da OpenAI, Sam Altman, defendeu a cooperação internacional e afirmou que as decisões mais importantes não podem ser tomadas apenas por laboratórios em São Francisco. Para ele, a regulamentação deve ocorrer por meio de processos democráticos, conduzidos por governos que prestem contas à população.

O líder da Hugging Face, Clement Dolangue, comentou o uso de inteligência artificial em ataques cibernéticos e na defesa contra essas ações. "Fomos atacados por IA, mas, o que é mais importante, nos defendemos com IA", afirmou, em referência à invasão por modelos da OpenAI revelada em julho.

O professor Yoshua Bengio, copresidente do painel da ONU sobre inteligência artificial e considerado um dos "padrinhos da IA", afirmou que os perigos da tecnologia são "reais e iminentes". Segundo ele, o conselho enfrenta uma ameaça sem precedentes, que nenhum país consegue conter sozinho e que não respeita fronteiras.

Os governos ainda enfrentam dificuldades para supervisionar a IA, em meio a ataques cibernéticos feitos com esses sistemas. Os Estados Unidos e a China, principais potências no setor, seguem divididos entre deixar a tecnologia avançar conforme o mercado e criar diretrizes globais de segurança.