Oito membros da tripulação do porta-aviões americano USS Abraham Lincoln — cuja situação a bordo foi questionada após uma missão excepcionalmente longa no Oriente Médio no contexto da guerra com o Irã — tentaram o suicídio, conforme confirmado pelo secretário interino da Marinha, Hung Cao, em carta enviada à senadora democrata Kirsten Gillibrand.
Segundo Cao relatou na carta citada pela CNN, um tripulante lançou-se ao mar em agosto, mas foi resgatado, enquanto outro tentou fazer o mesmo em março e foi impedido por colegas. Não se sabe os detalhes sobre os outros seis casos.
O USS Abraham Lincoln partiu de San Diego, Califórnia, em novembro e foi enviado em janeiro para águas do Golfo Pérsico em meio às tensões com o Irã.
Durante a guerra iniciada em 28 de fevereiro, o navio participou de operações de combate como parte da operação "Fúria Épica" e do bloqueio naval ao país persa.
A longa missão do porta-aviões no Oriente Médio de 286 dias no mar foi marcada por denúncias de exaustão extrema da tripulação e problemas de saúde mental, bem como pela escassez de suprimentos.