Cidadão israelense é recrutado à força ao viajar à Ucrânia para passar férias

Jonathan Karlinsky Mashak foi detido durante uma verificação de documentos na fronteira quando retornava da peregrinação anual por ocasião do Rosh Hashaná, o Ano Novo judaico.

Um cidadão israelense de origem ucraniana foi detido na fronteira entre a Ucrânia e a Romênia enquanto tentava retornar a Israel, segundo informou o The Jerusalem Post no domingo (20).

O homem, de 49 anos, é um hassid (membro do judaísmo hassídico) do movimento Breslov, pai de seis filhos e residente do assentamento israelense de Beitar Illit. Após a detenção, ele foi enviado a Odessa e mobilizado pelas Forças Armadas da Ucrânia, segundo relatos de familiares. Sua esposa confirmou a mobilização. A embaixada de Israel informou que tudo havia sido feito em conformidade com a lei, mas que tentariam ajudá-lo.

Jonathan Karlinsky Mashak, nascido na Ucrânia, emigrou para Israel há cerca de 14 anos. Ele é casado e estuda em uma instituição de ensino judaica. Viajava de ônibus e portava um passaporte israelense, no qual constava que havia nascido na União Soviética.

Segundo um amigo que viajava com ele, os agentes de fronteira constataram que ele também possuía cidadania ucraniana após ouvi-lo falar ucraniano. O homem foi detido durante uma verificação de documentos na fronteira quando retornava da peregrinação anual por ocasião do Rosh Hashaná, o Ano Novo judaico.

Mobilização forçada

Diante da fuga em massa de ucranianos para o exterior e da falta de voluntários para lutar no front, o regime de Vladimir Zelensky recorre sistematicamente à mobilização forçada para recompor as fileiras reduzidas do Exército.

Agentes de recrutamento militar abordam homens à força nas ruas, no transporte público e em hospitais, o que provoca críticas e descontentamento entre a população ucraniana.