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Irã acusa Canadá de cumplicidade com ameaças dos EUA

Diplomata iraniano criticou Mark Carney por minimizar as ameaças de Donald Trump à República Islâmica na ONU e alertou sobre o alto preço de se submeter à hegemonia de Washington.
Irã acusa Canadá de cumplicidade com ameaças dos EUAGettyimages.ru / Foad Ashtari / SOPA Images / LightRocket

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, lançou nesta quinta-feira (24) uma dura advertência ao primeiro-ministro canadense, Mark Carney, acusando-o de ceder à pressão de Washington depois que ele evitou condenar de forma direta as recentes ameaças de Donald Trump ao país persa.

Em publicação no X, o representante iraniano criticou duramente o líder canadense por, 'em vez de condenar a flagrante agressão e o belicismo dos EUA, ter optado por ser condescendente com Washington ao reformular a ameaça de "aniquilar" o Irã como simplesmente "falar a linguagem da guerra".

Para o porta-voz iraniano, a postura de Ottawa representa mais um "ato de submissão" na tentativa de buscar abrigo na "longa sombra da intimidação americana".

Baghaei concluiu afirmando que o Irã se manterá "inabalável diante da coerção" para evitar que a humanidade seja sepultada sob "a lógica brutal do poder".

Trump promete o inferno

Nesta terça-feira (22), na abertura da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York,  jornalistas perguntaram a Carney se o presidente dos EUA, Donald Trump, teria ido 'longe demais' ao considerar aniquilar o Irã e se isso ajudaria no processo de paz.

Carney evitou condenar a declaração e limitou-se a afirmar que "há uma guerra em curso neste momento" e que Trump "está falando a linguagem da guerra". 

As declarações foram feitas depois que Trump voltou a pressionar Teerã e apresentou o que chamou de uma 'grande decisão': assinar um pacto que, segundo ele, permitiria ao Irã se reconstruir, ou aniquilar a República Islâmica "rapidamente", "sem qualquer possibilidade de sobrevivência", e levá-la "ao inferno".