Para suspender a proibição de exportação de diesel da Rússia, é necessário suspender as sanções à sua importação, afirmou nesta sexta-feira (25) o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov.
"É necessário garantir a segurança da navegação no Mar Negro; mas nem isso basta. Para que os mercados internacionais sejam abastecidos, o diesel precisa chegar a eles sem obstáculos, ou seja, livre de sanções, restrições e assim por diante. Portanto, somente uma solução abrangente é possível", disse.
Apelo de Trump
Recentemente, o presidente dos EUA afirmou que o líder do regime ucraniano Vladimir Zelensky "tem que parar de destruir instalações de combustível diesel na Rússia".
"Não queremos que ele ataque o combustível diesel", insistiu, acrescentando que discutiu essas ações com o líder do regime de Kiev. Ele explicou que os ataques ucranianos a instalações de combustível russas estão causando escassez do produto no mercado.
O Kremlin enfatizou que "qualquer apelo ao regime de Kiev para que cesse os ataques à infraestrutura econômica civil é bem-vindo".
Em julho, a Rússia impôs restrições à exportação de diesel para garantir o abastecimento interno depois que suas refinarias sofreram ataques com drones ucranianos. A proibição vigorará até 30 de setembro deste ano.
Na semana passada, o preço do diesel nos EUA atingiu a marca recorde de US$ 6 por galão (3,79 litros) pela primeira vez na história, informou o GasBuddy, serviço que monitora os preços dos combustíveis.
Em 2025, o preço médio nacional era US$ 3,70 por galão. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, associou os preços recordes do diesel aos ataques das forças ucranianas contra refinarias russas e à política do ex-presidente Joe Biden. "O diesel foi afetado por muitos fatores, mas o principal foi a destruição de refinarias russas pela Ucrânia", afirmou.