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Trump pediu a Zelensky que se reunisse com Putin em Moscou — Bloomberg

Recentemente, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou que Zelensky poderia ir a Moscou para manter negociações sobre o conflito ucraniano.
Trump pediu a Zelensky que se reunisse com Putin em Moscou — BloombergGettyimages.ru / Andrew Harnik

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pedir nesta semana ao líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, que viajasse a Moscou para se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin. A informação foi publicada pela Bloomberg nesta sexta-feira (25).

Segundo a agência, Zelensky rejeitou a sugestão durante sua reunião com Trump na Assembleia Geral das Nações Unidas. Fontes próximas a Zelensky revelaram à Bloomberg que o líder do regime ucraniano ficou irritado quando o ocupante da Casa Branca voltou a abordar o assunto. Questionado por jornalistas sobre quando visitaria a capital russa, Zelensky respondeu de forma categórica: "Em um maldito míssil".

Tanto Zelensky quanto o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, tiveram reuniões separadas com representantes do governo Trump em Nova York. Washington tentou fazer com que os dois lados aceitassem uma trégua para interromper os ataques contra a infraestrutura energética diante da alta global dos preços do diesel, mas nenhuma das partes concordou, segundo o veículo.

Moscou tem ressaltado repetidamente que nunca se recusou ao diálogo com Kiev. Em setembro de 2025, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou que o melhor lugar para realizar uma reunião de alto nível com o lado ucraniano é a capital russa e ressaltou que a segurança da delegação ucraniana estaria garantida.

Além disso, recentemente, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou que Zelensky poderia ir a Moscou para manter negociações sobre o conflito ucraniano. Segundo ele, isso "já é um grande gesto de boa vontade" por parte da Rússia, porque Zelensky "ainda não revogou seu decreto que proíbe as negociações". No entanto, Lavrov ressaltou que "a operação militar especial não será interrompida durante as negociações".

  • O chefe de Estado russo, Vladimir Putin, afirmou em várias ocasiões que Moscou está comprometida em encontrar uma solução diplomática para a crise ucraniana. Nesse sentido, ressaltou que, em primeiro lugar, é necessário garantir a segurança da Rússia a longo prazo, por isso é importante eliminar as causas profundas do conflito, entre elas a expansão da OTAN, que Moscou considera uma ameaça, e a violação dos direitos da população de língua russa na Ucrânia.
  • A proposta russa prevê que Kiev retire completamente suas tropas das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk e das regiões de Zaporizhie e Kherson (incorporadas após consultas populares em 2022), e reconheça esses territórios, assim como a Crimeia e Sebastopol, como partes constituintes da Federação Russa. Além disso, devem ser garantidas a neutralidade, o não alinhamento, a desnuclearização, a desmilitarização e a desnazificação da Ucrânia.