China teria fornecido inteligência ao Irã durante conflito com EUA — imprensa

"Sem os componentes chineses, não seria tão provável que continuassem a lutar — é elementar", afirmou uma fonte à CNN.

Imagens de satélite e a inteligência chinesa teriam reforçado a capacidade do Irã de controlar o Estreito de Ormuz e de atacar com mais precisão bases dos EUA no Oriente Médio, informou a CNN na sexta-feira (25) citando fontes anônimas ligadas à inteligência americana.

"Sem os componentes chineses, não seria tão provável que continuassem a lutar — é elementar", declarou um funcionário. 

Segundo as fontes, esses dados estratégicos teriam viabilizado os ataques de retaliação de Teerã em julho contra uma base dos EUA na Jordânia com uma precisão que atribuem a uma ajuda externa. 

"Existe uma razão pela qual a precisão deles aumentou, e ela decorre de determinada assistência", indicou outra fonte. 

As fontes não esclarecem se Pequim ordenou a ajuda ou apenas a permite. 

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou: 'A China sempre cumpre rigorosamente suas obrigações internacionais. Somos contrários a que se use o conflito para difamar a China'.

Em maio, o governo dos EUA impôs sanções contra várias empresas de satélite chinesas que teriam fornecido "imagens de satélite para facilitar os ataques militares do Irã contra as forças americanas no Oriente Médio". 

Um funcionário indicou que o tema teria sido tratado durante a visita de Estado do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington com o presidente americano, Donald Trump.

Resposta do Irã 

Nesta sexta-feira, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, negou que o Irã tenha usado imagens de satélite chinesas de alta resolução da Base Aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia. 

"De jeito nenhum. Não tenho conhecimento específico dessas imagens que você mencionou", afirmou Pezeshkian.