
Irã aponta responsável pelo fechamento do Estreito de Ormuz

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, atribuiu nesta sexta-feira (25) a responsabilidade pelo fechamento do Estreito de Ormuz aos EUA e a Israel.
Durante um discurso na Organização das Nações Unidas, o chanceler indicou que, até 28 de fevereiro, a passagem, estratégica para o comércio mundial, estava aberta.
"A insegurança que prevalece no Estreito de Ormuz e a interrupção da navegação marítima são resultado direto das ações agressivas dos EUA e do regime israelense", enfatizou.

Nesse sentido, Araghchi afirmou que "não se pode bombardear um país, ameaçá-lo de aniquilação, impor um bloqueio marítimo e medidas coercitivas e esperar que a segurança e a navegação sejam automaticamente restauradas".
Como solução, o ministro iraniano anunciou que já haviam apresentado a Washington um plano que permitiria reabrir o Estreito de Ormuz no prazo de sete dias, "se as condições necessárias forem cumpridas".
"Se isso acontecer amanhã, a implementação do programa terá início a partir desse momento", esclareceu, explicando que, caso as ações necessárias sejam realizadas, Teerã acredita que o processo possa ser concluído em quatro ou cinco dias. Neste cenário, no sexto dia, o Estreito de Ormuz seria aberto e, no sétimo, teriam início as negociações para um acordo final sobre questões mutuamente acordadas.
