
Cifra de soldados feridos na guerra contra o Irã aumenta silenciosamente em algumas dezenas e Pentágono não explica por quê

O Pentágono aumentou discretamente nesta semana em 37 o número de militares feridos na guerra contra o Irã, sem qualquer explicação do Departamento de Defesa, revelou na sexta-feira (25) o The Washington Post.

Segundo uma revisão da base pública do Pentágono — o Sistema de Análise de Baixas de Defesa (DCAS) —, o aumento inclui 29 marinheiros e oito fuzileiros navais entre os militares mortos e feridos em conflitos e operações no exterior.
A base de dados DCAS não explica como nem quando esses 37 militares ficaram feridos. Um oficial da Marinha afirmou que todos os marinheiros retornaram ao serviço após as lesões não especificadas.
Contabilidade sob escrutínio
Após o anúncio do cessar das hostilidades, Trump e outros membros de seu governo passaram a dizer que o conflito no Oriente Médio não é uma guerra. O The Washington Post lembra que o vice-presidente JD Vance afirmou, em 3 de setembro, que não havia "troca de tiros" naquele momento.
Como também não foi revelado nenhum ataque recente contra forças americanas na região, não está clara a razão do acréscimo de 37 feridos ao banco ao sistema do Pentágono.
A Administração Trump já foi criticada pelos critérios de contabilização das baixas na guerra contra o Irã. No início de 2026, quatro soldados foram temporariamente retirados da lista oficial de mortos, e há indícios de que o número real seja maior.
Até o momento, cinco soldados cuja morte ocorreu no conflito contra a República Islâmica continuam fora da contabilidade do DCAS, que reconhece apenas 19 baixas fatais em ações tanto hostis quanto não hostis desde 28 de fevereiro de 2026.

