
Hamas elogia Lula e destaca 'postura positiva' demonstrada pelo presidente na ONU — Metrópoles

O representante político do grupo palestino Hamas no Irã, Khaled Qaddoumi, elogiou o discurso proferido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Nova York.

"Essa é uma postura positiva por parte de um grupo de países que aponta para a direção certa, para o bem da humanidade. Netanyahu e outros criminosos de guerra são declarados uma ameaça à humanidade e a principal causa da instabilidade e da falta de segurança em nível global", afirmou Qaddoumi em nota enviada neste sábado (26) ao portal Metrópoles.
Na avaliação de Qaddoumi, Lula "escolheu estar do lado certo da história". "Eu, pessoalmente, considero o presidente Lula, do Brasil, como alguém que está em harmonia consigo mesmo, tanto como ser humano quanto como defensor dos direitos dos palestinos", completa.
Relembre:
Em discurso no plenário da ONU, na terça-feira (22), o chefe de Estado brasileiro fez duras críticas ao governo israelense de Benjamin Netanyahu, chegando a acusá-lo de promover um genocídio.
"Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixado pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza", declarou na ocasião.
🇵🇸❗️🇮🇱 Gerações de palestinos carregarão a DOR deixada pelo genocídio do governo de Netanyahu, declara Lula
— RT Brasil (@rtnoticias_br) September 22, 2026
Mencionando ainda a expansão dos assentamentos ilegais israelenses na Cisjordânia ocupada, o presidente denunciou o enfraquecimento da solução de dois Estados. pic.twitter.com/pIYdlQZMhJ
Ao longo do pronunciamento, o mandatário também exaltou o legado do ex-líder da Autoridade Palestina Yasser Arafat e do ex-primeiro-ministro de Israel Yitzhak Rabin. Para o brasileiro, ambos foram estadistas que tentaram superar o passado em busca de um futuro pacífico, mas seus projetos de paz acabaram sendo derrotados pela força do ódio.
Na mesma ocasião, no entanto, Lula criticou o próprio Hamas, classificando os métodos do movimento como ''terroristas''. "Civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas", sustentou, em aparente alusão ao ataque de 7 de outubro de 2023.
