O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (28) que pediu ao líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, que reduza a intensidade dos ataques contra refinarias na Rússia.
"Falei com o presidente Zelensky. Eu disse: 'Você precisa diminuir o ritmo dos ataques contra as refinarias'", afirmou.
Por sua vez, o líder do regime ucraniano respondeu: "Bem, provavelmente faremos isso", segundo Trump.
"Problema mundial"
O presidente americano advertiu que os ataques contra refinarias russas estão gerando "um problema mundial". Ele sustentou que a Rússia "faz grande parte do refino", e que os danos causados a essas instalações estão afetando o mercado energético global, além da crise no Oriente Médio.
Na semana passada, Trump voltou a atribuir o aumento dos preços do diesel ao conflito entre Rússia e Ucrânia. Segundo o mandatário, Moscou "perdeu, infelizmente, o controle de sua indústria de diesel". Em 13 de setembro, Trump confirmou ter pedido ao líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, que "não atacasse as usinas de diesel nem as refinarias" russas.
No entanto, especialistas do setor energético apontam outra causa principal: o conflito no Irã, iniciado pelo próprio governo Trump. Segundo estimativas compiladas pela Bloomberg e verificadas com operadores de diesel, a guerra retirou mais oferta de diesel do mercado do que o conflito entre Rússia e Ucrânia.
- Os preços do diesel continuam batendo recordes em todo o mundo e nos Estados Unidos. O preço do combustível superou pela primeira vez os 6,50 dólares por galão.
- Diante da forte alta do combustível, Washington avalia a possibilidade de proibir temporariamente suas exportações para atender à demanda interna e tentar conter a escalada dos preços.
- Em julho, a Rússia impôs uma proibição temporária à exportação de diesel para garantir o abastecimento interno, depois que suas refinarias foram alvo de ataques com drones ucranianos. A medida está em vigor até 30 de setembro.