O Parlamento húngaro retirou por unanimidade (139 votos a favor), a imunidade do primeiro-ministro do país, Péter Magyar, nesta segunda-feira (28).
A decisão dá sinal verde às autoridades para abrir uma investigação formal contra ele por um suposto crime de roubo ocorrido há dois anos.
Na semana passada, a Promotoria da Hungria apresentou uma moção ao Parlamento solicitando a retirada de sua imunidade no âmbito da investigação sobre um caso ocorrido em junho de 2024.
Na ocasião, sendo Magyar membro do Parlamento Europeu, ele discutiu com um homem que o filmava em uma casa noturna, tomou-lhe o telefone e, em vez de devolvê-lo, supostamente o jogou em um rio.
Em setembro daquele ano, a Promotoria solicitou ao Parlamento Europeu a suspensão da imunidade de Magyar, mas o pedido foi rejeitado, fazendo com que a investigação fosse arquivada.
No entanto, após ele assumir o cargo de primeiro-ministro em maio de 2026, o órgão reabriu o caso e agora busca levar Magyar, finalmente, à Justiça.
Para isso, eram necessário que o novo Parlamento húngaro aprovasse a suspensão da imunidade atual.
No entanto, o próprio Magyar pediu aos membros de sua bancada a suspensão da própria imunidade, afirmando que não cometeu nenhum crime e que agiria da mesma maneira novamente.