
Briga entre pilotos, passageiros ensanguentados e alerta de sequestro: o que aconteceu a bordo do Boeing 737 MAX a caminho de Israel?

Uma briga a bordo entre os pilotos do voo FZ1073 da Flydubai, que fazia a rota entre Dubai e Tel Aviv nesta quarta-feira (30), gerou receio de um possível sequestro após a ativação breve do código de emergência 7500, utilizado internacionalmente para indicar um possível sequestro de aeronave.
❗️✈️ 'Ele gritava: 'Socorro, socorro, socorro!’': mãe de passageira relata momentos de tensão em voo para Tel Aviv
— RT Brasil (@rtnoticias_br) September 30, 2026
O avião, com 174 passageiros a bordo, incluindo 27 crianças, transmitiu o sinal de emergência cerca de 90 minutos após a decolagem. https://t.co/lJEvtB87dtpic.twitter.com/szN0j8bSVf
A aeronave, com 174 passageiros a bordo — incluindo 27 menores —, transmitiu o sinal de emergência cerca de 90 minutos após a decolagem, quando já havia entrado no espaço aéreo da Jordânia.
Foi então que a aeronave fez uma curva e seguiu em direção à Arábia Saudita, onde iniciou a descida.
O sinal levou caças da Força Aérea israelense a decolar para interceptar ou verificar a situação do Boeing 737 MAX 8.
Posteriormente, a aeronave mudou para o código 7700 — utilizado para indicar uma emergência geral — e deixou de aparecer nos sistemas de rastreamento de voos quando estava próxima a Tabuk, na Arábia Saudita, onde acabou pousando. A situação provocou a suspensão das decolagens no Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv.
Uma autoridade de segurança israelense afirmou à imprensa local que, durante a resposta inicial, as autoridades não tinham provas definitivas de um sequestro, mas estavam preocupadas por não conseguirem estabelecer contato com o piloto. "Não há informações definitivas sobre um sequestro. O piloto acionou um sinal de socorro", comentou.
A companhia iniciou uma investigação sobre o caso e informou que enviará uma aeronave de Dubai para a Arábia Saudita para buscar os passageiros e prosseguir com a viagem para Israel. O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, garantiu que a situação está "sob controle".
ISRAELI PASSENGERS’ FLIGHT LANDS SAFELY IN SAUDI ARABIA
— Subodh Kumar (@kumarsubodh_) September 30, 2026
Moment : Passengers applaud after a flydubai plane lands safely in Saudi Arabia.
An Israeli statement says Flight FZ1073 from Dubai to Tel Aviv landed safely in Tabuk, Saudi Arabia, with all passengers reported safe and… pic.twitter.com/EU3uC5S9CV
Bridga entre pilotos
Os investigadores consideram todas as possibilidades, incluindo a suspeita de que um dos pilotos tenha tentado derrubar o avião em uma tentativa de suicídio coletivo, o que provocou uma briga entre ambos na cabine da aeronave.
Segundo informações preliminares, o segundo piloto percebeu a intenção, avançou sobre o colega de cabine e travou uma luta física intensa pelo controle do manche e dos comandos de direção.

Anteriormente, circularam relatos de que um dos pilotos era ucraniano e o outro, russo; no entanto, meios de comunicação israelenses afirmam que, na verdade, o piloto que realizou o ataque era cidadão de Omã, e o capitão, cidadão dos Emirados Árabes Unidos.
Segundo a versão divulgada pela imprensa israelense, a aeronave conseguiu pousar graças à intervenção de dois passageiros — um russo e um ucraniano que viajavam como passageiros e conseguiram pousar a aeronave com segurança na Arábia Saudita. Ambos estavam fora de serviço e foram fundamentais para evitar uma tragédia.
Além disso, relatos da mídia israelense sugerem que o piloto planejava realizar um ataque semelhante ao ocorrido em 11 de setembro de 2001 nos EUA, quando quatro aeronaves comerciais foram sequestradas por membros da Al-Qaeda*. Além disso, confirmaram que o avião entrou em queda livre durante o incidente e outros membros da tripulação, incluindo os pilotos que estavam a bordo, conseguiram assumir o controle.

"Tentativa de ataque terrorista"
O primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu classificou o episódio como um "incidente de segurança extremamente grave" e anunciou que o copiloto acusado de esfaquear um colega durante o voo está sob custódia e é interrogado pelas autoridades da Arábia Saudita.
Por sua vez, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o incidente foi uma "tentativa de ataque terrorista jihadista". Segundo Katz, a ação só não terminou em tragédia porque passageiros israelenses ajudaram a controlar a situação e retomaram o controle da cabine de comando.
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Veículos de comunicação divulgaram imagens dos momentos de terror vividos a bordo do voo, onde, segundo testemunhas, os próprios passageiros tiveram que intervir. A luta violenta nas alturas ficou evidente em fotografias que mostram um dos passageiros com a camisa encharcada de sangue, enquanto em uma gravação se ouvem gritos de terror.
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* Reconhecida como grupo terrorista na Rússia e proibida em seu território.
