O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o piloto do voo da Flydubai desviado para a Arábia Saudita após um alerta de emergência durante seu trajeto de Dubai a Tel Aviv "conseguiu evitar uma catástrofe como a do 11 de setembro".
"É o que parece ter acontecido quanto às motivações", declarou o líder israelense à rede de televisão CNN.
Em declarações anteriores, Netanyahu agradeceu ao piloto indiano, o capitão Smit Machchhar, por salvar a vida dos passageiros.
"Apesar de ter sido esfaqueado e ter sofrido ferimentos graves, ele contra-atacou, resistiu, abriu a porta da cabine e permitiu que os passageiros e a tripulação reduzissem o atacante, evitando assim uma catástrofe aérea. Salvou a vida de 174 pessoas, entre elas cidadãos israelenses e de outras nacionalidades", declarou.
O que aconteceu?
O voo, com 174 passageiros a bordo, transmitiu um sinal de emergência cerca de 90 minutos após a decolagem, quando já havia entrado no espaço aéreo da Jordânia, despertando temores de um possível sequestro.
Após ser desviada, a aeronave pousou finalmente na Arábia Saudita. Relata-se que o incidente foi provocado por uma briga entre os pilotos, depois que um deles tentou se suicidar derrubando o avião, o que foi evitado pelo outro.
Durante a briga, foram transmitidos os sinais de socorro 7700 e 7500 utilizados para indicar uma tomada de controle hostil e intervenção ilegal, o que alertou os sistemas de segurança de Israel e de todo o Oriente Médio e provocou a suspensão das decolagens no aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv.
Segundo veículos israelenses citando um alto funcionário, o piloto que tentou derrubar a aeronave planejava realizar um ataque semelhante ao ocorrido em 11 de setembro de 2001 nos EUA, quando quatro aviões comerciais foram sequestrados por membros da Al Qaeda*. Essa versão está ganhando força em Israel.
*Reconhecida como grupo terrorista na Rússia e proibida em seu território.