Criança com deficiência grave é submetida à eutanásia na Holanda

A criança nasceu prematura, com 26 semanas e três dias, e sofreu complicações graves.

Uma criança de quase dois anos com deficiência grave foi submetida à eutanásia por médicos na Holanda, confirmou um conselho governamental na terça-feira (29).

Segundo a imprensa, é o primeiro caso relatado pelas autoridades que foi realizado de acordo com as novas regras que permitem a eutanásia de crianças gravemente doentes entre 1 e 12 anos de idade no país europeu.

A criança nasceu prematura, com 26 semanas e três dias, e sofreu complicações graves, incluindo múltiplas infecções que levaram à sepse. Exames de ressonância magnética revelaram danos cerebrais extensos e irreversíveis. Ela desenvolveu paralisia cerebral espástica, provável deficiência visual cerebral e, aos 8 meses, foi diagnosticada com síndrome de crises epilépticas infantis, uma forma grave de epilepsia. Pouco antes de completar 2 anos, os médicos estimaram sua idade de desenvolvimento em cerca de seis semanas.

As autoridades afirmaram que "todos os aspectos do 'ser humano' em termos de habilidades motoras, comportamento e personalidade estavam gravemente comprometidos, e essa situação não melhorava".

Nem todos os médicos que avaliaram a criança concordaram com a eutanásia. Um parecer independente concluiu que ela "não sofria de forma contínua e insuportável" e que havia alternativas paliativas. No entanto, novos tratamentos causaram efeitos colaterais e foram interrompidos. Outro médico independente atestou que o sofrimento era claro e insuportável.