Putin revela em que caso a Rússia empregaria 'inevitável e imediatamente' todo o seu poderio militar e nuclear

As declarações foram feitas na sessão plenária da 23ª reunião anual do Clube Internacional de Debates Valdai, realizada sob o tema "Responsabilidade pelo futuro: limites do possível ou possibilidades ilimitadas?".

Durante a 23ª reunião anual do Clube Internacional de Debates Valdai, nesta quinta-feira (1), o presidente Vladimir Putin afirmou que a Rússia não busca intimidar outras nações em relação à defesa de Kaliningrado. A declaração ocorre após o aumento das ameaças ocidentais contra o enclave russo situado na costa do Mar Báltico.

LEIA MAIS: Kaliningrado: o enclave estratégico europeu da Rússia cercado pela OTAN

"Não estamos intimidando ninguém. E o que você acabou de mencionar — a declaração do Ministério das Relações Exteriores e as cartas enviadas a certos países — não constitui intimidação; é uma resposta a uma tentativa de nos intimidar", afirmou.

O presidente russo referiu-se às declarações de políticos ocidentais sobre os preparativos para um possível conflito com a Rússia no período de 2029-2030, aos exercícios militares de nações ocidentais no Mar Báltico e às tentativas de reter navios russos, descrevendo todos esses fatores como uma escalada.

"Depois, começamos a ouvir declarações sobre a região de Kaliningrado. A declaração do Ministério das Relações Exteriores e as cartas enviadas estão totalmente corretas. Se ocorresse um ataque direto contra a Rússia — neste caso, referindo-nos a Kaliningrado ou talvez também a outros territórios —, então, naturalmente, a questão de a Rússia empregar todo o armamento à sua disposição surgiria inevitável e imediatamente. Isso é inevitável", concluiu.

O alerta da Rússia

Na quarta-feira, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, confirmou que o bloco militar recebeu um alerta de Moscou de que a Rússia está preparada para utilizar todo o seu arsenal, incluindo armas nucleares, caso se tente impor um bloqueio aéreo ou naval a Kaliningrado.

A Reuters noticiou que, em uma carta à OTAN à qual teve acesso, Moscou acusou a aliança de seguir um "rumbo perigoso e imprudente" que acarreta "altos riscos de deflagração de um conflito armado direto".

Anteriormente, foi noticiado que as embaixadas da Rússia na Bélgica, no Reino Unido e na Irlanda alertaram recentemente a OTAN sobre a possível resposta de Moscou a qualquer tentativa de afetar Kaliningrado, situado na costa do Mar Báltico, entre a Polônia e a Lituânia. Elas ressaltaram que o lado russo está disposto a utilizar todo o seu arsenal, inclusive armas nucleares, caso forças europeias tentem bloquear o enclave.

Medida excepcional e extrema