Logo após a Globo cancelar o debate com os candidatos à Presidência da República na quinta-feira (1º), o jornal O Globo publicou um editorial em que criticou as decisões judiciais que, segundo a publicação, interferiram nas regras estabelecidas para o encontro.
"Diante da interferência política e das violações à Constituição e à liberdade de imprensa, a TV Globo tomou a única decisão cabível: cancelou o debate entre candidatos à Presidência da República", inicia o editorial.
O texto afirma que a intervenção da Justiça criou um "desequilíbrio em favor do candidato petista, em detrimento dos demais postulantes ao Planalto".
O jornal também questionou a mudança determinada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em relação ao púlpito destinado a Lula, que havia desistido de participar do encontro.
"Regras prevendo o púlpito vazio também foram adotadas noutros debates na atual campanha e em campanhas anteriores, e não apenas pela Globo. Em todos, foram respeitadas sem queixas", afirmou.
Críticas ao Judiciário
Ao defender o cancelamento do encontro, o jornal declarou que "não há condição de realizar um debate livre se a Justiça intervém horas antes" e criticou o que classificou como "politização perniciosa que tem acometido os tribunais superiores no Brasil".
O texto também afirma que a interferência teria atingido a liberdade de imprensa e conclui que a decisão de cancelar o debate foi, segundo o jornal, a medida necessária diante das circunstâncias.