A França vive uma onda de protestos que já resultou em 1.949 detenções e mais de 300 policiais feridos, segundo o Ministério do Interior, citado pela imprensa.
Estudantes do ensino médio e universitário se juntaram a bombeiros, profissionais de saúde, trabalhadores de transporte e outros servidores públicos em greves por todo o país.
Eles exigem a contratação de mais professores substitutos e melhores condições nas instituições.
Os manifestantes ergueram barricadas, bloquearam escolas e universidades e incendiaram lixeiras durante confrontos com a polícia. Em Saint-Denis, subúrbio de Paris, a polícia de choque disparou gás lacrimogêneo contra os estudantes.
Em Tours, um jovem sofreu traumatismo craniano. Em Marselha, manifestantes atacaram bombeiros que respondiam a um incêndio, saquearam e incendiaram um veículo, ferindo um bombeiro.
Um ônibus foi incendiado perto do Lycée La Floride, e o transporte público foi suspenso na cidade.
Após reunião de crise, o gabinete do primeiro-ministro, atribuiu a violência ao partido de esquerda França Insubmissa (LFI) e a "proxies da extrema esquerda".
O porta-voz do LFI, Manuel Bompard, pediu que o governo não caia em teorias conspiratórias.