
Piloto esfaqueado em voo da FlyDubai diz que abriu a cabine em seu 'último esforço'

O piloto indiano Smit Machchhar afirmou que abriu a porta da cabine em um gesto desesperado para salvar a própria vida e evitar que todos morressem, durante o ataque no voo FZ1073 da FlyDubai, de Dubai a Tel Aviv.
O relato foi dado em videochamada com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, na sexta-feira (2).

Segundo Machchhar, ele estava caído no chão, ferido, quando fez "um último esforço" para destravar a porta por dentro.
Ao perceber que o avião começava a descer, soube que precisava empurrar a trava de emergência — e, mesmo sob ataque, conseguiu abri-la, permitindo que outros tripulantes e passageiros imobilizassem o copiloto. O pouso, na Arábia Saudita, foi feito por pilotos reservas também a bordo.
Depois, Machchhar foi hospitalizado em Tabuk e transferido para Abu Dhabi, e seu estado de saúde é estável.
Modi disse ao piloto que o país reza por ele e destacou a coragem de suas decisões em frações de segundo, que salvaram vidas.

O que aconteceu?
O voo, com 174 passageiros a bordo, transmitiu um sinal de emergência cerca de 90 minutos após a decolagem, quando já havia entrado no espaço aéreo da Jordânia, despertando temores de um possível sequestro.
Após ser desviada, a aeronave pousou finalmente na Arábia Saudita. Relata-se que o incidente foi provocado por uma briga entre os pilotos, depois que um deles tentou se suicidar derrubando o avião, o que foi evitado pelo outro.
Durante a briga, foram transmitidos os sinais de socorro 7700 e 7500 utilizados para indicar uma tomada de controle hostil e intervenção ilegal, o que alertou os sistemas de segurança de Israel e de todo o Oriente Médio e provocou a suspensão das decolagens no aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv.
Segundo veículos israelenses citando um alto funcionário, o piloto que tentou derrubar a aeronave planejava realizar um ataque semelhante ao ocorrido em 11 de setembro de 2001 nos EUA, quando quatro aviões comerciais foram sequestrados por membros da Al Qaeda*. Essa versão está ganhando força em Israel.
*Reconhecida como grupo terrorista na Rússia e proibida em seu território.
