Pentágono corta drasticamente os salários de hackers militares — Bloomberg

Reforma do Comando Cibernético dos EUA reduz pagamentos de analistas e operadores de nível básico, enquanto especialistas "master" recebem aumentos de até US$ 3,5 mil mensais, o que provocou forte descontentamento nas Forças Armadas.

Os analistas, desenvolvedores e operadores do Comando Cibernético dos EUA com qualificações de nível básico terão seus pagamentos adicionais reduzidos em até US$ 1 mil por mês, informa Bloomberg nesta sexta-feira (2), citando documentos e fontes familiarizadas com o assunto.

Em alguns casos, os cortes representarão uma perda de até US$ 12 mil por ano. Ao mesmo tempo, um pequeno grupo de especialistas com qualificações de nível de mestrado, que possuem treinamento avançado e certificações especializadas, receberá aumentos de até US$ 3,5 por mês.

O plano gerou forte insatisfação entre os militares, o que motivou altos funcionários preparar argumentos para explicar os motivos da reforma. Eles também consideram estabelecer um período de transição para implementar os cortes gradualmente, segundo a informação de pessoas familiarizadas com o assunto.

Treinar um operador de nível "mestre" pode custar mais de US$ 1,5 milhão ao longo de vários anos, mas o investimento pode ter pouco retorno se esses militares deixarem o serviço por empregos no setor privado, que oferecem menos estresse e salários mais altos.

A escassez também sobrecarrega quem permanece, contribuindo para o esgotamento. "Não acho que isso terá um efeito positivo no moral", disse Matt Pearl, ex-diretor de tecnologias emergentes do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca no governo de Biden.