EUA consideram impor sanções a Israel por violência de colonos contra palestinos — imprensa

Washington avalia restrições a unidades das FDI e ao uso de armamentos americanos em áreas específicas da Cisjordânia.

O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, considera adotar medidas contra Israel devido à violência de colonos contra palestinos na Cisjordânia, informou na sexta-feira (2) o Haaretz, citando fontes familiarizadas com o assunto.

Autoridades americanas analisam os relatos sobre o assunto e manifestam preocupação com a implicação e a inação das autoridades israelenses. Nesse contexto, Washington discute diversas medidas que poderiam ser adiadas até depois das eleições em Israel e das eleições de meio de mandato nos EUA.

Medidas sobre a mesa

A Casa Branca considera a possibilidade de impor restrições a unidades das Forças de Defesa de Israel (FDI) envolvidas em ações que causaram danos a civis palestinos. Além disso, Washington poderia proibir determinadas formações ou unidades de utilizar armamentos produzidos nos EUA ou restringir seu uso em áreas específicas.

As autoridades americanas também avaliam elaborar uma lista de militares e policiais que permitiram que colonos realizassem ataques violentos.

Condenação internacional

Segundo as fontes, os EUA apontaram o papel das Forças de Defesa de Israel (FDI), da Polícia, do serviço de segurança Shin Bet e da Administração Civil ao ignorarem e, em alguns casos, facilitarem ativamente o que descrevem como tentativas de realizar uma limpeza étnica e a apropriação indiscriminada de terras palestinas de propriedade privada.

Em setembro, 12 países ocidentais, entre eles Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Noruega, Polônia, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido, confirmaram a intenção de introduzir restrições nacionais ou apoiar medidas europeias sobre o comércio de bens provenientes dos assentamentos israelenses na Cisjordânia, considerados ilegais pelo direito internacional.

As medidas ocorrem em meio à violência de colonos israelenses na região, que atacam aldeias, incendeiam casas palestinas, mesquitas e veículos e também agridem diretamente civis.