
Zara gera nova polêmica envolvendo o Holocausto após lançar peça para o Halloween

A gigante de moda Zara voltou a ser alvo de controvérsia após comercializar um traje infantil de Halloween que críticos e usuários compararam aos uniformes impostos às vítimas do campo de concentração de Auschwitz, informou o jornal The Independent nesta semana.
A peça, um conjunto de duas partes, composto por cardigan e shorts, é vendida online por 39,99 libras esterlinas (cerca de R$ 276). O produto provocou indignação nas redes sociais devido às listras verticais, ao acabamento desgastado e a padrões que, segundo críticos, lembram arames farpados associados aos campos de concentração e extermínio nazistas.

Internautas criticaram a empresa por insensibilidade e sugeriram que "só faltava acrescentar um número" para completar a referência aos uniformes dos prisioneiros.
A Zara descreveu oficialmente a peça como um "traje infantil com design de listras verticais, pespontos decorativos, flor na lapela e efeito desgastado". Outros consumidores, por sua vez, afirmaram que o modelo lembra mais o traje do personagem Beetlejuice.
Associação ''dolorosa''
Naomi Mestrum, diretora do Centro de Informação e Documentação de Israel, classificou como "dolorosa" a associação da peça ao Holocausto e afirmou compreender a indignação do público, acrescentando que o episódio deveria servir como "uma lição para a Zara".
A especialista, no entanto, esclareceu que não pediu formalmente a retirada da peça nem atribuiu intenções maliciosas à empresa. Mestrum também reconheceu que pessoas que não carregam essa memória histórica podem não fazer a associação imediatamente.
Não é a primeira vez
Não é a primeira vez que a Zara enfrenta acusações semelhantes. Em 2014, a empresa retirou de suas lojas uma camiseta infantil listrada com uma estrela dourada devido à semelhança com os uniformes dos campos de concentração.
Já em 2007, a marca retirou um modelo de bolsa após críticas a um bordado considerado semelhante a uma suástica.

