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Eduardo Bolsonaro comenta investigação da PF sobre suposta interferência dos EUA na eleição

Na avaliação do ex-deputado, a investigação busca legitimar uma eventual anulação das eleições, sob o pretexto de uma suposta interferência estrangeira no processo eleitoral.
Eduardo Bolsonaro comenta investigação da PF sobre suposta interferência dos EUA na eleiçãoPablo Valadares/Agência Câmara

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro reagiu à abertura de uma investigação pela Polícia Federal para apurar uma suposta interferência estrangeira nas eleições brasileiras. Em sua avaliação, a medida cria uma "narrativa" que poderia ser usada para abrir caminho à anulação do pleito.

"E isso está acontecendo mesmo sem dinheiro da USAID jorrando para o Brasil, sem o diretor da CIA e outros altos funcionários dos EUA virem ao Brasil para pressionar as autoridades brasileiras. Em outras palavras, sem nada que se assemelhe ao que já aconteceu com o apoio do governo Biden a Lula em 2022", comparou, em uma publicação em inglês.

Entenda:

A Polícia Federal (PF) anunciou que vai investigar uma possível interferência externa do governo Donald Trump nas eleições brasileiras. A informação foi confirmada neste domingo (4) pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.

"Nós recebemos, de fato, uma representação da Advocacia Geral da União sugerindo a apuração de interferência externa na eleição brasileira, o que é crime previsto na legislação eleitoral brasileira. Isso foi analisado pela nossa área técnica ontem, encaminhado para a diretoria de inteligência, que é quem vai conduzir a investigação", afirmou Andrei.

Na sexta-feira (2), a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu a investigação "por considerar grave a informação sobre uma possível interferência estrangeira, inclusive com o poder de revelar uma estrutura de ingerência em assuntos internos do país", informa o Repórter Brasil.

De acordo com a agência, o pedido leva em consideração uma reportagem do jornal britânico The Guardian, segundo a qual o governo de Donald Trump destinou US$ 1 milhão a um projeto chamado "Combate à guerra judicial e à censura no Brasil", voltado ao financiamento de grupos da sociedade civil que, segundo a publicação, atuariam contra excessos judiciais por parte do Supremo Tribunal Federal (STF).

O jornal também destacou que Washington sancionou o ministro Alexandre de Moraes no ano passado, após articulação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro junto à Casa Branca.