"Está decretado o fim da era do PT", declarou o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a vitória parcial no primeiro turno das eleições.
Segundo Flávio, os mandatos petistas deixam como legado "recorde de mulheres assassinadas, o recorde de brasileiros endividados, o recorde de altos impostos, o recorde de desesperança, o recorde de empresas fechadas".
"E eu estou muito feliz com a possibilidade real de daqui a três semanas o Brasil dar uma resposta definitiva", prosseguiu.
Críticas ao STF e a Lula
Ao apresentar sua visão sobre um "governo moderno", o senador afirmou que pretende indicar ao menos quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que os escolhidos "não vão tentar interferir em eleições".
Ele também criticou os gastos atribuídos à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Depois de tudo que o Lula fez, gastando mais de 350 bilhões de reais para tentar vencer as eleições, o que eu tenho para falar?", questionou.
Para o segundo turno, o candidato prometeu manter a estratégia que, segundo ele, será baseada em uma "campanha limpa" e sem foco na permanência no poder. "Eu sou o único candidato que assumiu o compromisso pelo fim da reeleição", disse.
O político concluiu a fala projetando confiança para a segunda etapa da disputa. "É assim que eu vou fazer com muita energia, com muita alegria e com muita esperança, porque o Brasil vai vencer! Bora, Brasil!", afirmou.
Desempenho melhor que o de Jair
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro venceu o primeiro turno das eleições. Com 99% das urnas apuradas, o candidato do PL alcançou 47,27% dos votos, contra 44,88% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ficaram de fora do segundo turno o escritor Augusto Cury, do Avante, com 2,90% dos votos (3.414.532 votos); Renan Santos, do Missão, com 2,26% (2.655.839 votos); e Ronaldo Caiado, do PSD, com 2,20%.
A votação representa um desempenho ainda superior ao obtido por Jair Bolsonaro no primeiro turno de 2018, quando o então candidato, que viria a ser eleito, do PSL alcançou 46,03% dos votos válidos contra o petista Fernando Haddad, com 29,28%.
O resultado ocorre em um momento de avanço de governos de direita na região. Desde 2025, Chile, Bolívia e Equador elegeram presidentes de direita, enquanto em 2026 a Colômbia também passou por uma mudança de orientação política.
Neste domingo, a Polícia Federal do Brasil anunciou a abertura de uma investigação sobre uma possívelinterferência eleitoral dos Estados Unidos no pleito. A medida ocorre após uma denúncia da Advocacia-Geral da União, que apontou um aporte de US$ 1 milhão do governo norte-americano, liderado por Donald Trump, a uma organização conservadora no Brasil.