O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, comentou nesta segunda-feira (5) as eleições presidenciais no Brasil, observando que o processo está longe de terminar e sugerindo que previsões precipitadas sejam evitadas.
"As eleições estão em andamento. Vamos aguardar os resultados antes de fazer qualquer avaliação", declarou o porta-voz.
Com quase 99% dos votos apurados, após a votação de 4 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral confirmou que a eleição vai para o segundo turno.
O candidato Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, liderou o primeiro turno com 47,03% dos votos.
A votação representa um desempenho ainda superior ao obtido por Jair Bolsonaro no primeiro turno de 2018, quando o então candidato, que viria a ser eleito, do PSL alcançou 46,03% dos votos válidos contra o petista Fernando Haddad, com 29,28%.
Segundo turno
Para o segundo turno, a principal questão passa a ser o destino dos votos dos candidatos que ficaram pelo caminho.
Esses eleitores, somados aos votos brancos, nulos e aos que ainda não definiram sua escolha, formam uma parcela central da disputa que começa agora.
Lula terá de buscar espaço entre os eleitores que votaram em candidatos de direita ou de centro-direita no primeiro turno, incluindo os segmentos ligados a Caiado, Cury e Renan Santos.
Flávio, por sua vez, terá de consolidar o eleitorado que já se identificou com o bolsonarismo e ampliar sua votação para além desse núcleo.