Zema declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno: 'voto contra o PT'

Ex-governador de Minas Gerais afirmou que não vai "se omitir" nem "ficar em cima do muro" na disputa presidencial.

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), declarou nesta segunda-feira (5) seu apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026. "Eu não vou me omitir nem ficar em cima do muro neste momento tão importante", disse, emvídeo publicado nas redes sociais.

Zema afirmou que seu voto "é contra o PT", em referência a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atual presidente e candidato à reeleição. Para o ex-governador, o Brasil "não aguenta mais quatro anos de Lula, nem mais quatro ministros [do Supremo Tribunal Federal] nomeados pelo Lula".

Na publicação, o político mineiro direcionou outras críticas aos ministros do STF, os quais chamou de "intocáveis". Ele também mencionou a possibilidade de "impeachment" contra magistrados da Corte, em meio ao avanço da direita no Congresso.

Zema se candidatou pelo Novo à Presidência da República, tendo recebido 326.488 votos no primeiro turno. O resultado o colocou na 6º posição, com 0,27% dos votos totais. 

Caiado também deve apoiar Flávio

Flávio busca reunir outros nomes do centro e da direita no segundo turno das eleições presidenciais. Nesta segunda-feira (5), o candidato do PL ligou para Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, em busca de apoio. 

No telefonema, Caiado teria prometido aderir à candidatura de Flávio. Segundo informou a imprensa, o senador irá a Goiânia (GO) nesta terça-feira (6), onde deve ser oficializado o apoio.

Caiado recebeu mais de 2.6 milhões de votos no primeiro turno das eleições presidenciais. Com 2,18% dos votos totais, ficou na 5º colocação.

Outros presidenciáveis declaram neutralidade

Augusto Cury (AVANTE) e Renan Santos (Missão), terceiro e quarto colocado na disputa presidencial respectivamente, declararam neutralidade no segundo turno das eleições.

Ainda no domingo (4), Santos fez uma transmissão ao vivo para comentar o resultado do pleito. Na ocasião, considerou que Flávio Bolsonaro "já ganhou" e disse aos seus eleitores fazerem "o que quiserem".

"Eu já avisei que eu não voto em bandido. Não recomendo a ninguém que vote em bandido. Flávio é bandido. Lula é bandido. Mas não faz diferença alguma, façam o que vocês quiserem aí", declarou.

Por sua vez, Cury afirmou que se silencia em relação ao segundo turno, não declarando apoio a Lula nem a Flávio Bolsonaro. O escritor também disse que não pretende seguir na política.

"Hoje eu tenho claro dentro de mim, 100% de convicção, que eu não vou continuar na política. Amanhã ninguém sabe, mas eu costumo não mudar de opinião quando eu tenho uma convicção muito grande, até porque nós temos vários projetos", declarou, durantecoletiva de imprensa no domingo (4).