
Rússia desenvolve medicamento para tratar formas agressivas de câncer de mama e de ovário

O Ministério da Saúde da Rússia registrou o Elefusa (fuzuloparibe), um medicamento desenvolvido na Rússia em colaboração com parceiros chineses, para o tratamento de formas agressivas de uma ampla gama de cânceres ginecológicos,informou a farmacêutica russa Petrovax Farm nesta terça-feira (6).

O medicamento será utilizado "para o tratamento de câncer epitelial de ovário avançado, câncer de trompa de Falópio, câncer peritoneal primário e câncer de mama metastático HER2-negativo em pacientes com mutações BRCA1/2. O registro deste inibidor seletivo de PARP amplia as possibilidades e a disponibilidade de terapia direcionada para essas formas agressivas de câncer", afirmou a empresa em comunicado.
Svetlana Khokhlova, chefe do Departamento de Oncologia do Centro Nacional de Pesquisa Médica Kulakov para Obstetrícia, Ginecologia e Perinatologia, destaca que, mesmo após uma primeira etapa de tratamento bem-sucedida, aproximadamente 70% das pacientes com câncer de ovário apresentam recidiva em até três anos e, com ciclos repetidos de quimioterapia, quase 80% das pacientes desenvolvem resistência a medicamentos à base de platina.
"Portanto, um dos principais objetivos do tratamento é maximizar a sobrevida sem progressão e manter o controle da doença. A adição de mais uma opção na classe dos inibidores de PARP amplia as possibilidades de terapia de manutenção e fornece aos médicos uma ferramenta adicional para o manejo da doença a longo prazo", explica ela.
